Recomendação (UE) 2022/495 – Monitorização da presença de furano e alquifuranos nos géneros alimentícios

Capture of a serene mountain valley at sunrise with lush rice paddies and rustic huts.

Tal como o  furano, outros alquilfuranos como o 2 e 3-metilfurano e o 2,5-dimetilfurano têm sido encontrados em alimentos processados termicamente ou em sumos de fruta.
O aquecimento dos alimentos é uma prática comum que permite a sua conservação, evita a deterioração, desenvolve sabores e aromas, e melhora a digestibilidade. É durante estes processos térmicos que estes contaminantes podem ser formados.

O furano é omnipresente nos alimentos processados com calor devido à múltiplas possibilidade de formação devido à presença de precursores. Por exemplo, foi identificado na degradação térmica dos hidratos de carbono, ácido ascórbico e seus derivados e na oxidação térmica dos lípidos .

O furano é um composto altamente volátil com um baixo ponto de ebulição (31°C), detectado numa vasta gama de alimentos cozinhados e/ou processados a quente, incluindo alimentos enlatados e em frasco (por exemplo sopas, molhos, caldos, massas), bem como alimentos para bebés em frascos, pão cozido, cereais e café. Esta substância é motivo de preocupação uma vez que é classificado como possivelmente cancerígeno para os seres humanos pela Agência Internacional de Investigação do Cancro desde 1995 (Grupo 2B).

Consulte aqui a Recomendação (UE) 2022/495