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Ensaios de migração

Ensaios de migração global

A migração global mede a quantidade total de substâncias não voláteis que passam da embalagem para um simulador alimentar (meio de ensaio que representa o alimento) sob condições normalizadas.

É o ensaio de referência para demonstrar que o material não transfere substâncias para o alimento em níveis relevantes, cumprindo o Regulamento (CE) n.º 1935/2004 e as boas práticas de fabrico do Regulamento (CE) n.º 2023/2006.

O que verificamos num ensaio de migração global

  • Conformidade com o limite de migração global: 10 mg/dm² (equivalente, no modelo de 1 kg de alimento em embalagem cúbica, a 60 mg/kg). Os simuladores e as condições de tempo e temperatura são definidos no Regulamento (UE) n.º 10/2011 (Anexos III e V).
  • Escolha de simuladores (ex.: A – etanol 10%, B – ácido acético 3%, D2 – óleo vegetal/alternativas D2i/D2e, E – Tenax para alimentos secos) e aplicação dos fatores/correções previstos antes de comparar com os limites.

Ensaios de migração específica

A migração específica determina a quantidade de uma certa substância (monómeros, aditivos, plastificantes, elementos e metais, etc.) num simulador alimentar. Este ensaio revela-se muito importante, uma vez que estão estabelecidos limites legais de migração para certas moléculas.

Como conduzimos os ensaios

  • Planeamento técnico: análise do uso pretendido (alimento, tempo/temperatura, contacto repetido ou único, área de contacto), seleção do(s) simulador(es) alimentar(es) e das condições de ensaio conforme o Regulamento (UE) n.º 10/2011.
  • Preparação e ensaio: exposição do material ao(s) simuladores(s) por tempo/temperatura apropriados; determinação gravimétrica do resíduo extraído (migração total).
  • Tratamento de resultados: aplicação de fatores de correção e expressão do resultado em mg/dm² (ou mg/kg quando aplicável).
  • Relatório de conformidade: conclusões e análise da Declaração de Conformidade.

Amostras e informação necessária

Para dimensionar corretamente o plano de ensaios, necessitamos de conhecer o tipo de material da embalagem, o alimento em contacto, tempo e temperatura de contacto, área de contacto, número de contactos (reutilização), e documentos de apoio para a futura Declaração de Conformidade.

Documentos e resultados

  • Relatório técnico com a metodologia usada, condições, resultados, correções aplicadas e decisão de conformidade.
  • Parecer legal.
  • Recomendações de melhoria (p. ex., ajustes de formulação/condições de uso) ou de ensaios complementares (migrações especificas, análise organolética, NIAS).

Quando faz sentido realizar ensaios de migração especifica?

  • Quando a formulação ou a Declaração de Conformidade identificam a presença de substâncias com limite de migração específica (p. ex., monómeros, aditivos, plastificantes, catalisadores/metais) ao abrigo do Regulamento (UE) n.º 10/2011 ou de medidas específicas aplicáveis ao material.
  • Sempre que exista alteração de composição, fornecedor ou processo (novos aditivos, novas tintas/vernizes/adesivos, mudança de condições de cura, uso de material reciclado).
  • Em uso severo: contacto de longa duração e/ou alta temperatura (pasteurização, esterilização, micro-ondas, enchimento a quente).
  • Para alimentos com elevado poder extrativo (gordurosos/oleosos; alcoólicos; muito ácidos), conforme o uso pretendido e simuladores aplicáveis.
  • Em materiais/multicamadas com barreira funcional, para verificar se substâncias “por trás da barreira” permanecem abaixo do limite de migração específica.
  • Quando a migração global se aproxima do valor limite ou quando surgem indícios (p. ex., resultados elevados em determinados simuladores).
  • Para categorias sensíveis de consumidores ou produtos premium, por política interna do cliente (p. ex., alimentos para lactentes/crianças pequenas).
  • Quando há histórico de não conformidades (próprias ou do setor) para substâncias específicas associadas ao material.

NIAS e ensaios organoléticos — Quando considerar?

Os estudos de substâncias não intencionalmente adicionadas (NIAS), serve para identificar e quantificar compostos químicos presentes num material e que não foram adicionados por uma razão técnica durante o processo de produção. Estes podem derivar da desagregação dos materiais em contato com produtos alimentares ou de impurezas presentes nas matérias-primas. A EFSA já recomendou o aperfeiçoamento da avaliação da segurança das substâncias utilizadas nos materiais em contacto com produtos alimentares, tendo em consideração a migração de substâncias não intencionalmente adicionadas.

A análise sensorial de embalagens é a avaliação, por painel treinado, de odores e sabores que a embalagem pode transferir para o alimento.

Quando realizar:

  • NIAS: matérias-primas complexas, reciclados, tintas/vernizes/adesivos, ou processos que podem gerar produtos de reação/degradação (altas temperaturas, cura incompleta, envelhecimento).
  • Mudanças de processo ou de fornecedor que possam introduzir impurezas ou variações na composição.
  • Estruturas multicamada e contacto indireto: risco de set-off em bobinas e impressores.
  • Reclamações sensoriais: odores/sabores estranhos ou alimentos/aromas muito sensíveis.
  • Validação de prazo de validade e estabilidade sensorial em condições reais ou agravadas.
  • Requisitos específicos de clientes/retalhistas (políticas de baixo odor).
Prova de análise sensorial de embalagens. Ensaios de migração

FAQs sobre ensaios de migração

É a quantidade total de substâncias não voláteis que passam da embalagem para um simulador alimentar sob condições normalizadas.

O limite de migração global é 10 mg/dm² (equivalente a 60 mg/kg no modelo padrão). As condições e correções constam do Regulamento (UE) n.º 10/2011.

Com base no alimento, tempo/temperatura e área de contacto prevista, conforme os Anexos III e V do Regulamento (UE) n.º 10/2011.

Quando o material contém substâncias com limites específicos definidos na legislação.

Emitimos relatórios técnicos e fornecemos suporte para a Declaração de Conformidade do fabricante e utilizadores, com base nos resultados e documentação de apoio.

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