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Os cloratos (ClO₃⁻) e os percloratos (ClO₄⁻) são aniões à base de cloro vulgarmente encontrados como contaminantes ambientais. Os percloratos são mais oxidados do que os cloratos, e ambos são altamente solúveis em água, permitindo-lhes persistir no solo e nas águas subterrâneas e atuar como potenciais fontes de contaminação dos alimentos e da água. A sua presença na cadeia alimentar suscita preocupações crescentes em matéria de segurança em todo o mundo, pelo que a análise de cloratos e percloratos em alimentos é crucial num plano de monitorização.
Os cloratos (ClO₃⁻) são sais do ácido clórico. Os cloratos de sódio e potássio eram anteriormente utilizados como herbicidas, mas deixaram de ser autorizados na Europa desde 2008. Atualmente, a contaminação ocorre principalmente devido ao uso industrial de água clorada, desinfetantes à base de cloro e aditivos. Os cloratos também podem ter origem em fogos de artifício quando combinados com substâncias altamente combustíveis.
Os percloratos (ClO₄⁻) são sais do ácido perclórico, naturalmente presentes no ambiente em depósitos minerais ou formados na atmosfera. Podem acumular-se no solo e nas águas subterrâneas e também podem resultar de fertilizantes nitrogenados, utilizações industriais (por exemplo, propulsores de foguetes, fogos de artifício) e desinfeção da água com hipoclorito de sódio. São também utilizados em produtos farmacêuticos e na produção de materiais em contacto com alimentos.
O perclorato nos alimentos tem frequentemente origem em:
O clorato nos alimentos provém principalmente de:
Ambos os compostos são conhecidos por perturbar a absorção de iodo pela tiróide, representando riscos endócrinos significativos, especialmente para populações vulneráveis, como bebés, crianças e mulheres grávidas.
A exposição crónica pode levar a:
A exposição aguda pode limitar a capacidade de transporte de oxigénio do sangue e potencialmente levar à disfunção renal.
Os alimentos que apresentam um risco elevado incluem:

A Mérieux NutriSciences é um parceiro de confiança para a gestão dos riscos associados ao clorato e ao perclorato nos alimentos. Os nossos laboratórios analíticos oferecem:
Os nossos serviços de assessoria técnica também fornecem orientação legal personalizada para os mercados de destino dos seus produtos, garantindo a conformidade com as normas da UE e internacionais.
Os percloratos provêm principalmente de águas subterrâneas contaminadas, fertilizantes e subprodutos da desinfecção, como o hipoclorito de sódio utilizado no tratamento da água.
Não, os cloratos de sódio e potássio estão proibidos na UE para proteção de plantas desde 2008. Atualmente, a contaminação por clorato resulta principalmente do uso de água clorada e desinfetantes na produção de alimentos.
Os alimentos que apresentam um elevado risco são as frutas, os legumes, a água, os produtos lácteos, as fórmulas infantis, o café, o chá e os cereais — especialmente aqueles que são expostos a água clorada durante o processamento.
A análise de cloratos e percloratos em alimentos recorre a técnicas avançadas de LC-MS/MS para detectar essas substâncias numa ampla gama de produtos alimentares, seguindo referencias normativas internacionais e métodos acreditados.
Sim. A UE estabeleceu limites máximos de resíduos (LMR) para cloratos e percloratos em várias categorias de alimentos, especialmente aqueles consumidos por bebés e crianças, para minimizar os riscos à saúde relacionados com a tiroide.

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