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Identificação de partículas estranhas

Presença de corpos estranhos em alimentos

Um defeito comum detetado nos alimentos, incluindo nos alimentos embalados, são os corpos estranhos. Dependendo da sua natureza, estes perigos podem representar riscos significativos para a saúde dos consumidores e, muitas vezes, leva a reclamações.

Por conseguinte, é fundamental:

  • Implementar medidas para detetar corpos estranhos no seu produto antes da sua colocação no mercado.
  • Identificar a natureza da partícula estranha, especialmente se o produto já estiver no mercado.
  • Encontrar a fonte da contaminação externa para mitigar o risco rapidamente.

Análise de risco e prevenção

As partículas estranhas podem ter origem tanto em fontes orgânicas como inorgânicas, tais como peças de equipamento corroídas ou danificadas, contaminação cruzada durante o processo, microplásticos ou fontes biológicas.

A identificação dos principais riscos de acordo com o seu produto, processos e configuração de fabrico é crucial para antecipar e prevenir a presença deste tipo de defeito. Algumas medidas preventivas são:

  • Avaliar os riscos associados aos materiais de construção nas instalações de produção.
  • Implementar procedimentos de limpeza eficazes.
  • Inspeção do equipamento antes e depois da produção.
  • Limpeza após reparações e atividades de manutenção.
  • Formação eficaz dos operadores.

Os nossos métodos de identificação de partículas estranhas

A observação microscópica deteta a presença de cabelo, insetos, ossos, bolores e fungos, cristalizações ou sedimentos em produtos líquidos, bem como a contaminação microbiológica.

Assim, estas investigações são microanálises onde normalmente a partícula a observar apresenta-se em pequenas dimensões e quantidade, pelo que, não é possível realizar a identificação através de análises tradicionais.

A Mérieux NutriSciences utiliza tecnologia de ponta combinada com a experiência e o conhecimento dos seus especialistas

O tipo de equipamento que utilizamos para a observação de partículas estranhas é, por exemplo:

  • Microscópio ótico.
  • SEM (Microscópio Eletrónico de Varrimento).
  • EDS (Espectrometria Dispersiva de Energia).
  • FT-IR (Espectrometria de Infravermelhos por Transformada de Fourier).

A microscopia ótica é uma técnica rápida e barata, que permite uma primeira avaliação geral da amostra. Na maioria dos casos, a microscopia é não destrutiva e pode ser suficiente para identificar o corpo estranho – a experiência do analista é fundamental nestas situações – ou permite obter informações úteis para decidir se são necessárias análises adicionais.

Identificação de partículas estranhas em alimentos através de microscópio eletrónico de varrimento (SEM)
Observação SEM

As outras técnicas têm alto poder de ampliação e resolução. A FT-IR é muito útil para a identificação qualitativa e particularmente útil para matrizes orgânicas.

Por outro lado, todas estas técnicas preservam a amostra (i.e. não a alteram) e podem ser utilizadas em pequenas quantidades. São frequentemente utilizadas combinadas, uma vez que os dados são complementares e podem facilitar a identificação do corpo estranho. Dependendo da informação que fornecem, outras análises complementares (como GC/MS, HPLC, ICP, etc.) podem ser aplicadas, tanto sobre o corpo estranho como sobre o produto alimentar.

Leitura sugerida

IFS Guideline for an Effective Foreign Body Management (Versão 2)

Este guia elaborado pela IFS fornece orientações práticas baseadas em experiência real da indústria, com foco na prevenção e gestão de corpos estranhos no processo produtivo. Aborda temas como identificação de fontes de contaminação, formação do pessoal, equipamentos de deteção e planos de controlo.