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A alimentação infantil tem a nobre missão de apoiar o desenvolvimento da criança nos seus primeiros anos de vida, contribuindo com os nutrientes essenciais nesta fase crucial. Estes produtos têm merecido, cada vez mais, a nossa atenção dado o seu importante e vasto conteúdo. Apesar da amamentação materna ser, no início de vida, a melhor fonte nutritiva para o bebé, é natural que este, ao longo do seu crescimento, a vá diminuindo e inserindo outros tipos de alimentos na sua dieta.
Os alimentos para bebés, como fórmulas infantis e de transição, alimentos à base de cereais e outros produtos alimentares para bebés, são especialmente destinados a lactentes (0-12 meses) e a crianças de pouca idade (1-3 anos) e estão sujeitos a regras de segurança e qualidade muito rigorosas, com níveis de pesticidas próximos de zero e níveis muito baixos de contaminantes.
Os bebés são consumidores vulneráveis, que podem acumular rapidamente contaminantes perigosos no seu corpo e podem obter mais facilmente infeções devido ao seu sistema imunitário ainda não devidamente desenvolvido.
Por todas estas razões, os fabricantes de alimentos para bebés precisam de cumprir rigorosamente todas as normas de qualidade e especificações do produto, que são severas com níveis consideravelmente reduzidos em comparação com os produtos alimentares não-bebés.
A alimentação infantil rege-se por critérios bastante restritos, e as alegações de rotulagem e as declarações obrigatórias devem ser apoiadas por ensaios muito específicos e sensíveis realizados por laboratórios fiáveis e acreditados, que podem quantificar com precisão concentrações muito baixas de contaminantes.
O Regulamento geral da alimentação infantil é Regulamento (UE) n.° 609/2013, que regula uma categoria alimentar para grupos específicos da população à qual pertencem os alimentos para bebés. Abrange regras gerais de composição e rotulagem para todas as categorias de alimentos para bebés.
Regulamento Delegado (UE) 2016/127 que completa o Regulamento (UE) n.° 609/2013 no que diz respeito aos requisitos específicos em matéria de composição e rotulagem aplicáveis às fórmulas para lactentes e fórmulas de transição.
A Directiva n.º 2006/125/CE da Comissão aplica-se especificamente a alimentos transformados à base de cereais e alimentos para bebés destinados a lactentes e crianças pequenas.
Os componentes nutricionais dos alimentos para bebés são estritamente regulamentados para assegurar a mistura adequada de nutrientes biodisponíveis, sem possíveis substâncias nocivas no seu interior. Os micro e macronutrientes admitidos (proteínas, gordura, hidratos de carbono, minerais, vitaminas e outros ingredientes) são listados, bem como a sua possível fonte, conteúdo e quantidade relevante, com limites máximos e mínimos, quando necessário.
Por exemplo, as proteínas devem ter uma composição específica de aminoácidos para imitar o leite materno e assegurar uma ingestão adequada; os ácidos gordos também precisam de ser muito específicos e o Regulamento (UE) nº 127/2016 introduziu a adição obrigatória de DHA (ácido docosahexaenóico), um nutriente principalmente presente nos peixes e óleo de peixe que melhora o desenvolvimento cerebral infantil.
Os requisitos e limites de contaminantes e resíduos nos alimentos para bebés são muito exigentes, com níveis muito mais baixos do que qualquer outro produto alimentar: pesticidas, medicamentos veterinários, micotoxinas, metais pesados, etc. devem cumprir requisitos rigorosos para garantir a segurança e a qualidade.
Os pesticidas não são tolerados nos alimentos para bebés. De acordo com o princípio de precaução estabelecido pelo Regulamento (CE) n.º 178/2002, a fórmula para bebés, alimentos processados à base de cereais e alimentos para bebés são obrigados a não conter níveis detetáveis de resíduos de pesticidas, nomeadamente abaixo de 0,01 mg/kg, que é o nível mínimo detetável analiticamente. Além disso, para alguns resíduos de pesticidas muito tóxicos, foram estabelecidas tolerâncias ainda mais baixas, enquanto que a utilização de outros foi proibida em produtos agrícolas destinados à produção de alimentos para bebés. Além disso, a EFSA está também a considerar a introdução de novos LMR mais baixos para alguns pesticidas em alimentos destinados a bebés com menos de 16 semanas, uma vez que o modelo atual pode não ser suficientemente protetor para esta categoria.
Os aditivos também são regulados na natureza e no conteúdo, bem como os OGM que são submetidos a regras específicas de cada país – em Itália, por exemplo, os OGM não são permitidos, em França ainda não existe um regulamento vinculativo, mas os fabricantes comprometeram-se a proibir os OGM nos produtos alimentares para bebés.
Para outros contaminantes possíveis como os que resultam do processamento alimentar (acrilamida, ésteres de MCPD, glicidil-ésteres, furanos e metilfuranos), material em contacto com alimentos (bisfenóis, MOSH&MOAH, NIAS), microbiológicos (Cronobacter, agentes patogénicos, indicadores de qualidade), aplicam-se regulamentos específicos. Em geral, a situação regulamentar sobre alimentos para bebés está a evoluir rapidamente, esperando-se novos níveis de contaminantes num futuro próximo, tais como: toxinas T-2 e HT-2 ( 2013/165/UE), acrilamida, 3-MCPD-ésteres, glicidil-ésteres, alcalóides, etc.
A alergia alimentar é uma questão de saúde grave, porque uma pequena quantidade de um alergénio pode causar uma reação que pode ser fatal.
Os bebés podem desenvolver intolerância ou alergia. Globalmente, as alergias e intolerâncias alimentares afetam 6-8% das crianças com menos de 5 anos, dependendo da idade, origem geográfica, e etnia, com um aumento notável nos países desenvolvidos ocidentais.
A dieta infantil desempenha um papel central no desenvolvimento da alergia alimentar. A fim de prevenir alergias alimentares infantis e implicações perigosas para a saúde, é da maior importância que os consumidores conheçam a composição dos alimentos para bebés e confiem nos ensaios de pesquisa de alergénicos, para garantir aos bebés uma alimentação segura. Saiba mais na nossa página sobre alergénios em produtos alimentares.
Tendo em consideração os diferentes enquadramentos de alimentação infantil a Mérieux NutriSciences reúne toda a sua experiência e apresenta um serviço, a partir do qual e tendo em consideração o correto enquadramento dos produtos, indicamos quais as análises necessárias a realizar, tendo em consideração os parâmetros presentes na legislação vertical para alimentação infantil.
Com os mais recentes métodos analíticos e uma oferta de consultadoria adaptada, a Mérieux NutriSciences apoia o setor da alimentação para bebés ajudando a garantir a qualidade e a segurança dos produtos, bem como a sua composição nutricional.
Oferecemos um serviço abrangente de análises, legislação e consultadoria 360º para a indústria de alimentos para bebés, garantindo a segurança e qualidade das matérias-primas e dos produtos acabados, além de apoiar o lançamento de produtos competitivos no mercado.



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