Estudos de vida útil acelerados
De acordo com o indicado em diferentes disposições legais e normativas (Regulamento (CE) n.º 2073/2005, Regulamento (UE) n.º 1169/2011, IFS, BRCGS, …) o estudo da vida útil dos alimentos é imperativo, de forma a garantir que, durante todo esse período, o produto cumpre com todos os requisitos exigidos a nível de qualidade e segurança alimentar.”
Por esta razão deve-se estudar a evolução dos produtos ao longo de toda a sua vida útil, expondo-os às piores condições, razoavelmente possíveis e esperadas, às quais vai ser sujeito ao longo da sua comercialização.
Mas, o que fazer se precisamos de ter resultados rapidamente?
Pode haver situações em que seja preciso ter resultados num período de tempo inferior à vida útil do produto, por exemplo, em produtos novos de longa longevidade. Nestes casos podemos estimar como se comportará o produto em condições reais realizando estudos de vida útil acelerados.
Através do uso de câmaras climáticas, programadas a diferentes temperaturas, em combinação com modelos matemáticos, que permitem o cálculo do coeficiente de correlação Q10 e/ou o uso de plataformas preditivas de crescimento microbiano, pode estimar-se a vida útil do alimento num período de tempo menor que o real.
No entanto, contrariando o anteriormente indicado, nem todos os produtos são suscetíveis de serem sujeitos a um estudo acelerado. Existem produtos que não poderão ser submetidos a temperaturas superiores à da sua conservação, de forma a acelerar a degradação que ocorre durante a vida útil. Exemplos disso são produtos que contenham chocolate (o ponto de fusão da manteiga de cacau não permite que os produtos à base de chocolate sejam expostos a temperaturas elevadas), ou os produtos congelados (existem reações de degradação que se aceleram com o baixar da temperatura), ou, ainda, os produtos que contenham microrganismos probióticos (as temperaturas elevadas podem diminuir a população dos microrganismos probióticos, e tal não acontece na temperatura real de conservação). Nestes casos deve-se estudar as alternativas existentes, em função dos recursos disponíveis, para prever a vida útil do produto num menor intervalo de tempo (através de modelos preditivos, usando produtos em stock, …). Por esta razão, a correta estruturação de um estudo de vida útil é fundamental para obter resultados fiáveis.
No Silliker® Food Science Center contamos com mais de 15 anos de experiência na realização de estudos adaptados às necessidades de cada produto, situação e cliente. Não hesite em contactar-nos para pedir ajuda na estruturação destes estudos.

