A União Europeia (UE) apresenta critérios contra o Greenwashing

De acordo com um estudo realizado pelo Centro Europeu do Consumidor em conjunto com a Comissão Europeia, mais de 40% das alegações ecológicas na UE são exageradas, falsas ou enganosas. Como resultado deste estudo, a UE pretende acabar com as alegações de que um determinado produto é “verde” ou “ecológico” sem nenhuma base científica regulamentada.

O objetivo é usar uma metodologia chamada Product Environmental Footprint (PEF). Este método usa uma análise do ciclo de vida para medir o desempenho ambiental de um produto ao longo da cadeia de valor, desde a extração de matérias-primas até ao fim da sua vida útil, por meio de 16 categorias de impacto ambiental. O PEF foi projetado para substituir a miríade de metodologias de mercado que são confusas, na melhor das hipóteses, e enganosas na pior.

O estudo reconhece que a avaliação do ciclo de vida é uma ciência complexa e em desenvolvimento. Há preocupações de que ainda haja um grande impacto nas emissões diretas de CO₂, que são mais fáceis de medir, ignorando outros fatores e questões ambientais relevantes, como a reciclabilidade e a toxicidade.

Os governos nacionais terão que avaliar as alegações ecológicas e sancionarem as empresas que infringirem a lei. Cada governo terá de estabelecer um “sistema de verificação para a justificação das reivindicações ambientais” e as inspeções terão de ser realizadas por “verificadores independentes”.

A proposta de Diretiva foi apresentada em março, e continuará a mudar à medida que avança no processo legislativo no Parlamento Europeu e no Conselho. Os organismos de defesa do consumidor irão monitorizar o processo para garantir que os ambiciosos planos do rascunho não sejam diluídos por governos nacionais que não querem o ónus de implementá-lo.

A esperança é que a nova lei da UE contra o greenwashing (ou branqueamento ecológico) funcione para impedir a explosão de reivindicações atualmente no mercado devido a essa prática.