Manejo da Água – Uma diretriz da gestão de recursos hídricos
O conceito de manejo da água está relacionado à gestão de recursos hídricos, planejamento urbano e de drenagem de águas, entre elas, pluviais. Dentro das diretrizes de manejo da água estão complexos estudos de preservação ambiental e controle de poluidores e contaminantes do solo e do ar. Isso porque o modelo de gestão hidrológica dos estados brasileiros e em âmbito federal são ineficientes; quanto ao manejo adequado das bacias hidrográficas, rios e cursos d’água.
Desperdício de água tratada, sufocamento de nascentes por falta de planejamento urbano, impermeabilização do solo que provocam enchentes, entre outras situações seriam evitadas ou minimizadas com o estudo e aplicação correta do manejo da água.
A Política Nacional de Recursos Hídricos regulamenta diversas diretrizes e ações bem como penalidades no que tange o gerenciamento de Recursos Hídricos em um sistema de âmbito nacional.
Manejo da água, solo e irrigação
O solo é vital para o meio ambiente e para vida humana, sendo o substrato primordial no desenvolvimento das culturas agrícolas. Sendo o solo o berço das águas subterrâneas, é inevitável falar dele quando o assunto é manejo da água.
Uma mudança de curso de rio ou a inversão dele, para por exemplo gerar energia elétrica, pode causar um impacto hídrico imensurável. A exemplo disso podemos citar o que aconteceu no Rio Pinheiros, na capital paulista.
O estudo histórico sobre o curso das regiões de bacias hidrográficas é um ótimo passo para buscar novas alternativas. Sem saudosismo ou pretensão de voltar ao século passado, é uma maneira de buscar alternativas sustentáveis e viáveis, com o uso de novas tecnologias para corrigir erros do passado.
O mini documentário “entre rios”, disponível no youtube, explica, entre outros fatores geográficos e políticos, o que aconteceu em algumas áreas úmidas e alagadiças, da cidade de São Paulo; que teve seu manejo da água feito de maneira negligente.
Instrumentos que podem auxiliar a gestão hídrica e contribuir para decisões mais assertivas:
- Mapeamento de nascentes;
- Monitoramento de áreas de florestas e queimadas;
- Desassorear áreas de represas em períodos de seca;
- Análise e simulação do curso de bacias hidrográficas;
- Mapeamento e análise de dados meteorológicos e de clima;
- Avaliação de estruturas e projetos com averiguação de capacidade e aplicabilidade;
- Impactos e alterações nas características do solo (erodibilidade, profundidade, aptidão para capacidade de produção, grau de encharcamento, potencialidade de mecanização, entre outros);
- Uso de tecnologias de geomonitoramento em tempo real, com gráficos que possibilitem a medição de velocidade, movimentação e vazão de rios e cursos d’água, volume de lençol freático, chuvas e enchentes.
Pensando na agricultura, é fundamental do ponto de vista da sustentabilidade buscar ao máximo aproveitar a água da chuva. Seja com um monitoramento climático ou com tecnologia de captação e reservatório. Esse mecanismo faz parte também do manejo de irrigação, que possui muitas outras técnicas para irrigação e conservação do solo.
Saber quando e quanto irrigar reduz custos e aumenta a produção da cultura. Apesar de complexo, o manejo da irrigação está relacionado ao manejo da água, pois é o estudo e o mapeamento das águas que alimentam a propriedade rural que vai potencializar a eficácia da técnica escolhida para o manejo da irrigação e uso de ferramentas e equipamentos tecnológicos.
Os modelos hidrológicos podem ser usados tanto para projetar estruturas hidráulicas como pontes ou reservatórios quanto para fazer previsões em tempo real de enchentes, além de servir para medir os impactos de ações como queimadas e desmatamento que ocasionam mudanças no solo, seja ele no entorno de bacias hidrográficas ou não.

