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1 Setembro 2021
|   NOTíCIAS DO MERCADO
Esclerócios da cravagem e alcaloides da cravagem, novos teores máximos em determinados alimentos

Os alcaloides da cravagem são micotoxinas produzidas por diversas espécies de fungos do género Claviceps. Na Europa, o Claviceps purpurea é a espécie mais comum e afeta principalmente cereais como centeio, trigo, triticale, cevada, milho-painço e aveia, com as maiores taxas de infeção fúngica no centeio. 
Os 12 principais alcaloides da cravagem são: ergocornina, ergocorninina, ergocristina, ergocristinina, ergocriptina, ergocriptinina (forma α e β), ergometrina, ergometrinina, ergosina, ergosinina, ergotamina, ergotaminina.

Muitos produtos alimentares têm como sua base os cereais (pão, massas, biscoitos, alimentos para bebés, produtos de confeitaria, entre muitos outros), por isso a monitorização destas substâncias tóxicas é imperativa. 

Em Maio de 2017 a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) publicou um relatório científico sobre o tema "Human and animal dietary exposure to ergot alkaloids", onde se estabelece a incidência da presença de alcalóides da cravagem para a ingestão média e extrema para diferentes segmentos etários da população europeia.

No passado dia 25 de Agosto foi publicado o Regulamento (UE) n.º 2021/1399 da Comissão, de 24 de Agosto, que altera o Regulamento (CE) n.º 1881/2006 no que diz respeito aos níveis máximos de esclerócios e alcalóides da cravagem em determinados géneros alimentícios. 

As alterações mais importantes são as seguintes:

Na secção 2, a entrada "2.9 - Esclerócios da cravagem e alcaloides da cravagem" é substituída pelo seguinte: 

Os teores máximos de esclerócios da cravagem na seguinte categoria de alimentos são reduzidos:

  • Cereais não transformados, com exceção do milho, do centeio e do arroz (o centeio está incluído nesta categoria como uma exceção)

Novos teores máximos de esclerócios e alcaloides da cravagem são estabelecidos nas seguintes categorias de alimentos:  

  • Centeio não transformado.
  • Produtos da moagem da cevada, do trigo, da espelta e da aveia (com um teor de cinzas inferior a 900 mg/100 g).
  • Produtos da moagem da cevada, do trigo, da espelta e da aveia (com um teor de cinzas igual ou superior a 900 mg/100 g).
  • Grãos de cevada, trigo, espelta e aveia colocados no mercado para o consumidor final.
  • Produtos da moagem do centeio. Centeio colocado no mercado para o consumidor final.
  • Glúten de trigo.
  • Alimentos transformados à base de cereais destinados a lactentes e crianças jovens.

As notas de rodapé 1 e 18 também são substituídas.

Os géneros alimentícios enumerados no anexo legalmente colocados no mercado antes de 1 de Janeiro de 2022 podem permanecer no mercado até à respetiva data de durabilidade mínima ou data-limite de utilização.  

O presente regulamento é aplicável a partir de 1 de Janeiro de 2022. 

 

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