4 Agosto 2021
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Açucares, sal, lípidos, fibra - os alimentos embalados e os refrigerantes estão a tornar-se mais saudáveis?

 

Em todos os Estados Membros da UE, os alimentos fornecidos nos supermercados têm de ser seguros e espera-se que apresentem longa data de durabilidade, bem como qualidade nutricional. Tendo estes fatores em conta foi publicado um novo estudo da JRC, que avaliou até que ponto os esforços para fornecer alimentos mais saudáveis estão a ser sucedidos.

Os resultados da análise mostram alguns progressos na Europa, embora modestos, no sentido desejado pelos defensores da saúde pública. Em geral, verifica-se uma pequena redução no sal, açúcares e gordura saturada vendidos em produtos embalados aos consumidores. No entanto, o consumo de açúcares e sal ainda se mantém uma preocupação.

Neste estudo foram analisados 23000 alimentos embalados e refrigerantes, vendidos em 22 países entre 2015 e 2018. Pelos resultados verifica-se que ainda existe um longo caminho de melhoria, dado que as únicas melhorias significativas foram para os açúcares nos cereais de pequeno-almoço e refrigerantes, para a gordura saturada em carnes processadas e frutos do mar, biscoitos doces e produtos cozinhados, para o sal em carnes processadas e frutos do mar e frutas e legumes processados e para as fibras em snacks salgados, cereais de pequeno almoço e biscoitos doces. O estudo pode ser consultado aqui.

Apesar de algumas melhorias observadas para essas categorias e nutrientes, os progressos a favor dos objetivos de saúde pública exigem a atenção dos decisores políticos, da indústria e dos consumidores. A nível da UE, a estratégia "Farm to Fork" anunciou propostas da Comissão para um sistema harmonizado de rotulagem nutricional obrigatória na frente da embalagem e para o estabelecimento de perfis nutricionais para restringir a promoção (através de alegações nutricionais ou de saúde) de alimentos ricos em gordura, açúcares e sal.

Estas iniciativas, esperadas até ao final de 2022, visam capacitar os consumidores para fazerem escolhas saudáveis e fornecer incentivos à indústria para melhorar o perfil nutricional dos seus produtos.

 

FonteEU SCIENCE HUB, 04 de agosto de 2021