Legionella está naturalmente presente no meio ambiente sendo que pode contaminar os sistemas públicos de água, especialmente tubagens, poços, reservatórios e piscinas. Nem todas as espécies são perigosas para os seres humanos. A bactéria responsável pela maioria das epidemias é a Legionella pneumophila do serogrupo 1.

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Embora a vigilância epidemiológica da Legionelose tenha melhorado nos últimos anos, é uma doença que continua a ser subdiagnosticada e mesmo subnotificada. Os dados mais recentes são apresentados no relatório epidemiológico de 2015 produzido pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, que reporta 7.034 casos de Legionelose na comunidade europeia, com 69% dos casos em França, Alemanha, Itália e Espanha. O número de casos reportados tem crescido como consequência da melhoria dos sistemas de vigilância, mas também devido:

  • ao envelhecimento da população,
  • ao aumento do número de viagens
  • às mudanças climáticas.

Uma maior incidência de tempestades e de altas temperaturas, derivado às alterações climáticas, criam um ambiente favorável ao desenvolvimento da bactéria em sistemas de ar condicionado e de refrigeração, onde a Legionella pode proliferar. O estudo reforça que a aplicação de medidas de controlo frequentes e apropriadas sobre os possiveis focos de contaminação são decisivas para a prevenção e controlo da doença.

A legionelose foi detectada especialmente em instalações de alojamento coletivo, como hotéis, navios de cruzeiro, spas, piscinas, hospitais, sendo estes ambientes de risco que devem ser monitorizados regularmente.

As diretrizes para o controlo da Legionelose foram emitidas pela Organização Mundial da Saúde a nível mundial, pelo EWGLI (European Working Group for Legionella Infections) a nível europeu e a nível nacional pela DGS.

A Mérieux NutriSciences realiza o ensaio de pesquisa de Legionella de acordo com a norma ISO 11731 e também por PCR.

O ensaio pode ser realizado em amostras de água, biofilmes e ar ambiente.